Forte e Edifício-Sede da APFF
Trindade Coelho permite-nos descobrir os pioneiros da vilegiatura figueirense entre o grosso dos elementos da Academia coimbrã, dando nota de que esta constituía a base da elite social que acorre à praia figueirense, referindo que “os rapazes que frequentavam a Universidade costumavam passar na Figueira, à volta das férias grandes, os primeiros quinze dias do mês de Outubro.”
Na realidade, e nessa altura do ano, a Figueira, “era já Coimbra. Ou cheirava tanto a Coimbra que era como se o fosse”, refere o escritor.
O lento dissipar do “medo do mar”, essa aversão mental muito bem relacionada por Alain Corbin, em Le Territoire du Vide. L’Occident et le désir du rivage, o retomar das referências médicas sobre as propriedades terapêuticas das águas marítimas, o combate higienista da medicina do século XIX, permitiram desenvolver “novo uso” na ocupação do “tempo social”, confluindo, tal como anteriormente na Europa, para a emergência do veraneio em Portugal, ao longo do século XIX.
Atitude que, segundo Rui Cascão, paulatinamente implica a modificação de algumas paisagens litorais portuguesas e da sociabilidade entre a alta sociedade portuguesa, estando na origem da nova utilização do tempo pessoal e das zonas confluentes com o mar e rios.
Excerto da tese de mestrado de Carlos Manuel Nunes, intitulada "FIGUEIRA DA FOZ (1930-1960) - Apontamentos sobre o turismo balnear".
PARA LER NA ÍNTEGRA AQUI (formato pdf, 236 páginas)